Texto: Eretuza Gurgel
gurgeleretuza@gmail.com

Revisão textual: Johann Freire
johannfreire@msn.com

“Ser autorresponsável é ter a certeza absoluta de que você é o único responsável pela vida que tem levado, logo, é o único que pode muda-la”.

A casualidade às vezes nos leva a descobertas maravilhosas. Certo dia, fui a uma livraria com uma lista de títulos para realizar algumas novas aquisições. Ao finalizar a consulta e a compra dos exemplares da minha lista de desejos, um livro pequeno, que media 10 x 14 cm, na cor vermelha, despertou a minha atenção. Ao manuseá-lo, descobri que se tratava de O Poder da Autorresponsabilidade: A Ferramenta Comprovada que Gera Alta Performance e Resultados em Pouco Tempo (Ed. Gente, 2017). Então, desde esse dia, a autorresponsabilidade entrou para a minha vida, muito bem apresentada por Paulo Vieira.

Sob a ótica do Coaching Integral Sistêmico (CIS), este renomado coach brasileiro defende que o ato de responsabilidade própria é uma receita infalível para a realização e a plenitude. Ele argumenta a favor dessa afirmação por meio da sua própria história de vida e nos mostra que sua realidade começou a mudar a partir do momento no qual ele se autorresponsabilizou por todos os resultados que obtinha, fossem eles positivos ou negativos.

Após a tomada de consciência de sua total responsabilidade sobre sua trajetória, ele passou a buscar formas para realizar mudanças em todos os âmbitos: espiritual, emocional, intelectual, de saúde, parental, filial, social, conjugal, profissional, financeiro e de serviço voluntário. Assim, começou modificando suas próprias crenças, pois elas agem silenciosamente desde o nosso inconsciente e acabem sendo profecias autorrealizáveis.

Outra ação que se deve empreender no sentido de dirimir problemas e criar uma nova realidade é identificar e ser consciente do nosso estado atual em cada área da vida porque, ao conhece-lo, damos início a uma jornada de mudanças. E, muito embora algumas pessoas pensem que continuarão do modo que são por toda a vida, sempre haverá infinitas possibilidades de transformações.

No terceiro capítulo de O Poder da Autorresponsabilidade, nos é apresentado o caminho universal do progresso humano que segue as seguintes fases: tomada de consciência, autorresponsabilidade, adoção de uma visão positiva de futuro e intermediação de ferramentas poderosas de sucesso. Então, ao seguir esses passos, estaremos construindo o nosso progresso em todas as áreas.

Além disso, o capítulo seguinte do livro é dedicado ao tema da autorresponsabilidade, isso corrobora ainda mais a sua importância e impacto na nossa conduta. Essa característica está baseada na concepção de que somos os únicos responsáveis pelos nossos próprios resultados e que não somos vítimas de fatalidades do destino ou de outras pessoas. Essa crença nos coloca como autores da nossa própria existência, nos dá poder de mudança e nos capacita para grandes realizações.

O quinto capítulo do livro apresenta como as metáforas podem ser adotadas na reinvenção de nós mesmos. Elas podem nos auxiliar a não perder o nosso tempo e energia justificando resultados negativos, reclamando de tudo e esperando que os outros venham resolver os nossos próprios problemas. Isso nos levará a adquirir um olhar interno consciente das nossas possibilidades e dos nossos limites. Logo, estaremos diante do desafio de abraçar o livre arbítrio para assumirmos a responsabilidade por nós mesmos.

As seis leis da autorresponsabilidade são explicadas no sexto capítulo deste livro. Essas leis consistem em: 1) Não criticar; 2) Não reclamar; 3) Não culpar; 4) Não se vitimizar; 5) Não justificar os erros; 6) Não julgar. Para Vieira, a atitude de uma pessoa autorresponsável é regida por essas leis. Ademais, este autor coloca que se é para criticar, melhor calar; quando for reclamar, melhor expressar uma sugestão; se for buscar culpados, melhor focar na busca de uma solução; se é para se vitimizar, faça-se de vencedor; ao invés de justificar os erros, devemos aprender com eles; se for julgar as pessoas, melhor julgar as atitudes delas. Portanto, essas seis leis mostram que podemos ter melhores resultadas sempre que não desperdicemos o nosso tempo e energia em atos aparentemente inócuos, mas que são infrutíferos e autodestrutivos.

No sétimo, no oitavo e no nono capítulo, respectivamente, trata-se de como usar as seis leis da autorresponsabilidade; da geração de oportunidades; e de como temos o poder de mudança sobre nós mesmos. Em outras palavras, coloca-se que ao adotarmos na prática as seis leis da autorresponsabilidade, passamos a criar as nossas próprias oportunidades e para isso só precisamos mudar a nós mesmos porque somos responsáveis somente por nossas próprias condutas. Isso nos exime da carga de querer mudar outras pessoas e o mundo.

O livro é concluído com uma mensagem final de confrontamento a nós mesmos e aos outros de forma verdadeira, além de um termo de compromisso com a autorresponsabilidade como exercício final. Nessa parte, defende-se que a busca sincera por soluções são básicas para a adoção de uma conduta autorresponsável.

Como podemos constatar, a autorresponsabilidade entrou em minha vida por casualidade, porém a escolha consciente de adotá-la como premissa basilar na minha conduta recai sobre os meus ombros e isso me dá autonomia sobre o meu processo de desenvolvimento pessoal e profissional.

Sendo assim, comparto aqui essa minha descoberta: admitir que somos responsáveis por nós mesmos é um simples passo, que requer a difícil tarefa de assumirmos a total responsabilidade sobre nossas vidas porque “pessoas realizadas e autorresponsáveis acreditam, de fato, que tudo de ruim que lhes acontece não são erros, muito menos fracassos, são efeitos, são resultados”.